
Entretanto, apesar de ser uma luz para pessoas de perfis tão variados,a leitura bíblica tem suas exigências e não consegue ser fecunda se faltam alguns requisitos. Antes de tudo, ela precisa ser contextualizado, isto é, a necessidade de situar o fato no ambiente em que aconteceu – observadas as circunstâncias que muito condicionam a experiência humana. Preferentemente tal leitura deve ser feita em comunidade, porque, “se dois ou três se reúnem em meu nome, estarei no meio deles”. Enfim, não basta a simples interpretação do texto. É necessário posterior aprofundamento e questionamento que motivem uma adesão vivencial, promovendo uma conversão em nível existencial. Se não há mudanças de vida, a Palavra caiu em terreno ingrato. Valeu como uma fina camada de verniz que perderá o brilho em curto prazo.
Com o mês da Bíblia, a Igreja nos dá a oportunidade de recarregar as baterias para uma intensa ação evangelizadora em nossa sociedade surda à palavra de Deus e cega aos perigos que a ameaçam.
D. Geraldo Majella Agnelo
Cardeal Arcebispo de Salvador
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